A Revista Herói – Nostalgia Pura

Enquanto isso na Central de Redação do AFS…

Seiji: Boss, queria falar comigo?? (Será q ele descobriu q fui q quebrei a máquina de café??)
BOSS: Seiji, recebemos sua reclamação formal pedindo uma sala. De fato, percebemos o quão injustiçado estavamos sendo com vc, por isso conseguimos uma sala pra vc.
Seiji: Puxa chefe, q felicidade \o/ (*Digding digding digding…sou foda, na cama esculacho…”)
Boss: Bom Seiji, pra mostrar como gostamos de vc, aqui está a chave da sua sala e as instruções pra chegar nela. Alías, vc pode devolver a chave do banheiro do posto da gasolina da esquina? ela não será mais necessária pra vc.
Seiji: OPA…tá certo (será q a minha sala terá um banheiro dentro?? =3=)

*Uma hora depois de caminhada dentro do QG do AFS…*
Seiji: OPA, achei a sala!! \o/ Deixa eu confirmar, subsolo, sala S304, anexo C do prédio 17… é aqui!! Ué pq minha sala tem uma letra H na porta?? Estranho, meu nome não tem nenhuma letra H??

*Abrindo a porta e esfregando os olhos.*
Seiji: Ué…pq essa sala ta meio escura e pintada de verde?? Kd o interruptor? Peraí isso é fungo e musgo!! Opa, achei meu nome em uma porta…ah..ali tem um interruptor.

*Click….acendendo a luz*
Seiji: Maldito Boss, me trollou…¬¬ !!! Pq ele me pôs na sala de limpeza do banheiro do porão, PQP ?!?!?! Vou xingar mto no Twitter >.< !! Hmm…pelo menos o lugar é mais limpo q o banheiro do posto de gasolina. Aqui as baratas só tem 10 cm de comprimento.

Bom, agora que eu tenho um lugar fixo para escrever e também uma cadeira \o/ (bem melhor que aquele caixote de tomates q eu usava), deixa eu começar essa matéria, totalmente random para eu poder ganhar algum honorário XDD.

Uma das coisas mais prazerosas que existe em qualquer conversa é relembrar o passado. Logicamente, é sempre melhor falar das coisas boas e nostálgicas. Bom, todo mundo sempre teve algum momento de alegria em seu passado, mesmo os mais jovens lendo esta coluna. Sabe aquele brinquedo favorito, atividade que fazia com a família, algum programa na TV que lhe chamava muito a atenção, ou as brincadeiras de rodas de amigos, tudo isso é agradável de relembrar. É o momento nostálgico, e que sempre rende horas e horas de conversas.

Bom, agora o que posso falar da minha infância. Discutir sobre isso seria como abrir um baú de tesouros e que boa parte dos leitores talvez possa não saber (culpa da minha idade avançada >.<…já to me sentindo um velho). Alguns exemplos seriam: ficha de orelhão (e eu tenho uma guardada comigo!!), Atari 2600, mimeógrafo (e sentir aquele cheiro de álcool momentos antes da prova ^^), máquina de escrever (sim, já fiz muitos trabalhos assim), vitrola, LPs, disquete, Windows 95 (aquela carroça), Genius, Pogobol, chiclete Ping Pong, jogar Taco na rua, a TV Manchete e principalmente a Revista Herói.

O que foi a revista Herói?

Para quem nunca ouviu falar da Herói, foi a revista mais popular de cultura pop publicada no Brasil na metade da década de 90. Ela foi criada em 1994 pela editora Conrad em parceria com a editora Sampa.

Por que ela foi criada?

Para os pouquíssimos que não sabem, existiu um anime que passou na Manchete chamado Cavaleiros do Zodíaco. Sim, aquela que tinha até música de abertura abrasileirada (“Pégasus, ajuda o seu cavaleiro. Gelo, Dragão e os Guerreiros. Cavaleiros do Zodíaco!!!”), além do fatídico rap do Zodíaco (“É o rap do Zodíaco. Vem comigo pra você aprender. É o rap do Zodíaco. Cada signo, um jeito de ser”). No Brasil, CDZ foi o início de uma nova e grande era dos Otakus, saindo pela grande Grand Line em busca do One P****….opa me empolguei. Bom, como os jovens fãs de CDZ estavam em polvorosa procura por informações sobre esse anime, surgiu a revista Herói.

Fases da Herói

Herói

O seu maior auge de popularidade foi com CDZ, de cada 4 capas, 3 eram de CDZ. Época em que tudo era novo, e não havia concorrente à altura, além da internet estar engatinhando no Brasil. Tudo que pudesse imaginar sobre CDZ foi publicado: Perfis de personagens, sagas, spoilers, além do trabalhos de dubladores brasileiros, entre os mais lembrados Hermes Baroli, Gilberto Baroli e Letícia Quinto. Vale lembrar, que o Brasil, estava já na época do Plano Real, com a paridade do dólar, depois do URV, época de estabilidade econômica e certo controle da inflação (nem quero lembrar da época do cruzeiro, cruzeiro real), por isso a Herói surgiu com um preço fixo que não passava de R$ 1,95.

Além disso, não só de CDZ a revista vivia. Ela postava outras matérias de outras séries e alguns animes e tokusatus que chegaram logo após CDZ. Power Rangers foi uma febre com a revista (coisas que eu nem quero me lembrar >.<). Fora todas as matérias sobre comics e desenhos americanos. (A época do Batman).

Herói Gold

Novo formato, mais dinâmico. Com um público já consolidado, a Herói entra em novo formato, dessa vez se chamando Herói Gold. Aumentou logicamente ainda mais a receita. Viveu com o auge de CDZ, chegando na conclusão da saga de Poseidon.

Herói (Novo Formato)

Em 1996, novo formato. Ainda mantendo o preço de R$ 1,95 revista observa uma grande invasão de animes, especialmente na Manchete e no SBT. Pegou o início de outras séries como Shurato, Samurai Warriors e Yu Yu Hakusho. A Herói testemunhou a Manchete sofrendo e morrendo.

Herói 2000

No início de 2000, a revista entrou novamente em mais um formato. Dessa vez ela tentava se adaptar à fase Dragon Ball Z. Além disso surgiu um dos últimos tokusatus originais que foram apresentados no Brasil, Ultraman Tiga. (Posteriormente veio Ryukendo). Fora isso, ainda se focando em comics, seriados, desenhos e filmes. Todos voltados ao público jovem.

Herói.com.br

Um dos últimos formatos, a Heroi.com.br. Chegou com uma das últimas versões da revista, apresentando animes dos canais a cabo, e principalmente a expansão da invasão de animes graças à banda larga. O site também foi criado.

A volta da Herói

Em 2006 a Herói retorna. Último formato. Dessa vez publicada pela Editora Futuro Comunicação. Ela já tentava publicar matérias dos animes da Cartoon e da Animax.

Concorrência e Conclusão

Mas com a concorrência aparecendo, o mercado de revista de animes saturou e nunca mais a Herói foi a mesma. Agora, graças especialmente à internet, essas revistas perderam a força, pois informações são obtidas a todo instante. Os mais jovens, que nunca conheceram a Herói e seu período de glória talvez não entendam a importância dessa revista para os otakus brasileiros. Mas para os mais velhos, essa revista é muito especial, já que todos se lembram com carinho da revista, leitura obrigatória de todo otaku da época.

Por isso posso dizer que foi uma das melhores coisas da minha infância. Comprar, folhear, e ler sobre meu anime favorito da época. Saudades de um tempo que não voltam mais. Saudades de você Revista Herói.

Fonte: http://www.voceselembra.com/2008/12/revista-hei.html

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Sobre Anime Freak Show

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  1. Ow que D+, também sou da época da Heroi, grandes matérias de Tokus, além das mais diversas promoções que a revista proporcionava, acho que tenho ainda uns 2 ou 3 exemplares perdidos, e um fala da união de todos os Riders (existentes até então) na série do Kamen Rider Black RX.Como era bom ler a Herói, o tempo passa e agente perde tantas coisas boas, é uma pena.

    • Pust eu estava atrás dessa edição na net que fala de todos os kamen rider antes do Black Rx, só achei a primeira edição para baixa.

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