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Coluna: Pokémon, uma história de sucesso! [Parte 01/03]

Yo minna! Está começando mais uma matéria feita pelo colunista mais bem pago (ou não) do AFS… Essa matéria é dedicada à todos os otakus “da velha guarda” como eu, que acompanharam animes antigos desde Os Cavaleiros do Zodíaco na TV Manchete até a primeira temporada de Pokémon na Rede Record (faz tempo hein!!). Falando nos monstros de bolso, o tema dessa semana é sobre eles! Você que os ama, você que os odeia, leia essa matéria e você vai conhecer toda a história de sucesso até o momento atual dos monstros mais lucrativos do mundo dos games (através da visão de um futuro administrador)! Lembrando que a matéria inteira ficou extremamente enorme e será dividida em três partes para que o texto não fique longo demais e eu possa falar tranquilamente sobre cada fase dessa história de sucesso.

Então, chega de papo furado, e começando a matéria!

Tudo começou com um jovem otaku que, quando criança, colecionava insetos em potes de vidro, dava nomes engraçados e simulava batalhas entre eles, criando o primeiro protótipo ao que viria ser uma das franquias mais lucrativas do mundo dos videogames de todos os tempos.

O jovem Satoshi Tajiri, mente brilhante, cresceu e, junto com uns amigos, fundou a Game Freak (que depois de um tempo, tornou-se uma das produtoras de games da Nintendo), onde começou a ajudar a programar jogos e criar ideias novas na empresa, trazendo da infância uma criação interessante e que poderia fazer um jogo legal e inovador, os monstros de bolso.

E assim, em 1996, surgiu a primeira geração dos Pokémon. Os primeiros jogos da série, Pokémon Red e Green (que no ocidente ficou conhecido como Blue) eram bastante simples, de acordo com as características de seu console, o Game Boy, primeiro grande videogame portátil da Nintendo (grande mesmo, diga-se de passagem o seu tamanho).

No começo, eram 150 pokémon, em preto e branco (ou cinza claro e cinza escuro, dependendo do ponto de vista do jogador), com um joguinho interessante, mas faltava algo para fazer sucesso.

Eis que a Nintendo resolveu lançar um utilitário para o console que permitia jogos entre duas pessoas portando Game Boy’s e jogos iguais. Pokémon, inicialmente, tinha essa possibilidade um pouco dificultada, então, a Game Freak resolveu relançar os jogos, de forma à adaptá-los ao novíssimo Game Link. Foi então que, além de ser um jogo viciante contendo monstros capturáveis e treináveis, agora ele também podia testar a força dos jogadores através de batalhas, além de permitir também a troca de monstros entre eles.

Aí o sucesso foi imediato. Os jogos venderam que nem água no Japão, foram lançados nos Estados Unidos, empresas se aproveitaram para lançar um anime baseado nos jogos e, com isso, resolveu-se inovar mais uma vez.

Com o lançamento da versão animada dos monstros de bolso contendo um personagem principal parecido com o protagonista dos jogos, os mesmmos monstros e os mesmos locais, era a hora de uma versão do game parecida com o anime. A Nintendo tinha recém lançado uma versão colorida do seu console, agora chamado Game Boy Color e, era preciso utilizar essa tecnologia para trazer novos jogadores.

Foi então que surgiu a versão especial Pokémon Yellow, que tinha como protagonista o conhecido e idolatrado rato elétrico Pikachu. O jogo era quase igual ao anterior, apesar de ter sido completamente refeito para a nova plataforma colorida. A versão permitia comunicação com suas versões anteriores e, agora, o jogo começava a tomar uma forma mais estratégica na hora de batalhas entre jogadores.

Até essa fase, o anime fazia um sucesso estrondoso na televisão, com direito à polêmicas por causa de efeitos de iluminação que causaram ataques em crianças epiléticas do Japão, além de vender horrores com videogames, brinquedos, miniaturas, camisetas e tudo o mais que se possa imaginar contendo a marca Pokémon. Além disso, um mangá também era lançado semanalmente no Japão contando exatamente a mesma história dos jogos, com um pouco mais de drama, é claro. E para ajudar ainda mais, a Nintendo acabava de lançar o jogo Pokémon Stadium para o Nintendo 64, seu console mais avançado até então. Além de trazer os monstros em versão 3D o jogo tinha a possibilidade de se comunicar com as versões do Game Boy, fazendo com que fosse possível transferir monstros dos portáteis para o videogame de última geração.

O anime recém-chegado no ocidente já fazia grande sucesso e se espalhava pelo resto do mundo, chegando até a ser proibido em alguns países pouco liberais, que alegavam que a série podia fazer mal às crianças por conter lutas e afins (até hoje eu não sei onde está a violência que eles alegavam, mas tudo bem). Por um lado, isso era parecia prejudicial a série, mas por outro, apenas ajudava a divulgar mais e mais a marca Pokémon no mundo ocidental. Já podia-se dizer que os monstros de bolso tinham tomado conta do planeta.

O tempo passou, a tecnologia evoluiu e a Nintendo resolveu que era a hora de fazer Pokémon evoluir. Tijari, agora diretor da Game Freak, teve que criar novas aventuras mantendo o mesmo estilo, fazendo com que fossem criados novos pokémon, novos personagens, uma nova região onde a aventura iria acontecer e uma nova plataforma para que o game conseguisse continuar o sucesso de sua versão anterior.

Foi aí que chegaram as lojas os jogos Pokémon Gold & Silver, mudando muitas coisas que já estavam ficando saturadas e fazendo o jogo se renovar. Como eles esperavam, as novas versões, exclusivas para o Game Boy Color estouraram na mídia trazendo 100 novos Pokémon, a região Johto e uma gigantesca nova aventura, fazendo conexão direta com a aventura anterior e, ainda, com a possibilidade de comunicação entre os jogos, fazendo com que os fãs se interessassem nas novas versões.

Além disso, o Nintendo 64 era um dos mais populares consoles do Japão e a empresa não tardou em lançar versões ligadas à geração Gold e Silver, com o lançamento de novas versões de Pokémon Stadium.

Um tempo depois era a hora de uma edição especial, contendo a mesma aventura e trazendo o dobro de lucro para a Nintendo. Tijari não teve muitos problemas com isso e, rapidamente, chegou as lojas a versão Pokémon Crystal, com algumas novidades durante o jogo e a possibilidade de se capturar mais pokémon do que as versões anteriores. Obviamente, o jogo vendeu pencas e a Nintendo, juntamente com a Game Freak ganharam muito dinheiro.

Os novos Pokémon Totodile, Chikorita e Cyndaquil, pertencentes à segunda geração

Enquanto isso acontecia no mundo dos games, o anime fazia sucesso no mundo planeta e, para conseguir esperar o lançamento dos novos games Gold & Silver sem soltar “spoilers” de grande impacto, os estúdios foram obrigados à criar uma espécie de fillers, fazendo assim a famosa “Orange League”, onde os personagens da série Satoshi e Pikachu percorriam um arquipélago em busca de um torneio logo depois de perderem e ficarem entre os dez melhores colocados na Liga Pokémon do continente Kanto.

E o Brasil, como fica?

No Brasil, Pokémon chegou um pouco atrasado, em relação aos outros países. Aqui, a primeira vez em que se ouviu falar em Pokémon foi entre os anos de 1997 e 1998, quando o anime foi anunciado pela TV Record, já que era sucesso em diversos países e prometia fazer o mesmo por aqui.

É claro que rapidamente, o anime criou muitos fãs por aqui e se tornou o anime mais exibido do Brasil, ultrapassando diversos sucessos anteriores, como Cavaleiros do Zodíaco. Isso aconteceu porque no Japão, uma temporada de 52 episódios demorava um ano ano para ser exibida e aqui, onde os episódios não são semanais, essa mesma temporada foi exibida em cerca de dois meses. É claro que os fãs queriam loucamente assistir a série preferida e, com isso, a Record e a Cartoon Network (que adquiriu os direitos da série um tempo depois) reprisavam e reprisavam sem parar.

Além disso, ambas as emissoras exibiam o anime várias vezes por dia, fazendo com que os fãs tivessem um certo excesso de Pokémon. Para se ter noção, em apenas um dia, era possível se assistir quatro episódios da série EM CADA EMISSORA. É claro que os fãs tiveram uma overdose de Pokémon, que tornou-se algo cansativo e repetitivo por aqui.

Tempos depois, eles tiveram uma reviravolta, sendo relançados pela Globo em sua quinta temporada, mas nada que tenha ganhado muito status. Um tempo depois, a RedeTV adquiriu os direitos da série e a exibiu completíssima e conseguindo torná-la a animação de mais audiência do canal.

Os primeiros filmes foram lançados no cinema, com direito à brindes personalizados como cards e chaveiros. Depois da queda da série, os outros filmes até foram lançados por aqui, mas com menos propulsão e sendo exibidos em TV aberta. O SBT sempre teve os direitos de exibir os filmes de Pokémon por causa de uma parceria antiga com a Warner e, até hoje, abusa da série quando precisa chamar atenção do público mais jovem.

Para os otakus brasileiros, a série ainda é uma das mais tradicionais e querida pelo fãs, já que muitos começaram a ver anime através dela e os jogos ainda vendem bem por aqui, fazendo com que Pokémon ainda seja uma franquia lucrativa, mesmo no país em que os produtos falsificados imperam.

Pikachu, um pokémon muito dócil e amável com as crianças

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Durante toda essa fase, que foi do início de tudo até o sucesso de Pokémon Crystal, a marca Pokémon arrecadou milhões de dólares e ienes, Satoshi Tajiri tornou-se um dos programadores de games mais famosos do Japão e a Nintendo tornou-se uma das três maiores empresas de games do mundo. A marca Pokémon cresceu tanto no oriente e no ocidente que foi preciso separá-la da Game Freak e da Nintendo, surgindo assim a “The Pokémon Company”, que será comentada na próxima matéria, continuando a história de sucesso dos monstros de bolso.

Até a próxima!

Comentários:

01) Desculpem, a matéria ficou enorme mais uma vez… Não pude tirar nada dela. Na próxima eu tentarei ser mais breve… Ou não.

02) Aqui e nas próximas tem tanta informação que daria uma pauta para podcast /fikdik

03) Obrigado pelos comentários das matérias. Se não fossem os comentários de vocês eu não estaria aqui postando matérias todas as semanas.

Fontes de Pesquisa: PokéPlus, Poké1000, Serebii.net

Pokémon, uma história de sucesso!
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  1. Legal pokémon, pena que vão tirar o Ash de protagonista! será que irá ser pior ou melhor?

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