Nihon Legends 02 – Kitsune tokoya

Hi hi, I’m back. XD

Desta vez uma lenda que conta a história de um dos seres mais conhecidos da cultura japa, as Kitsunes. Quem nunca viu um anime em que existe um garoto que corre atras de outro gritando: Sasukeeeeee, pois é a Kyuubi é uma kitsune.

No folclore japonês a raposa e o texugo são ilusionistas, e para se divertirem pregam peças nos humanos, tentando mostra-los como bakas. A lenda de hoje ocorre (na região metropolitana) nos arredores de uma cidadezinha, onde vivia uma família de raposas. Elas eram famosas pelo modo original de iludir as pessoas. Ninguém saia impune, elas se transformavam em barbeiras e cortava todo o cabelo dos clientes que as procuravam e por isso ganhou o apelido de kitsune tokoya, ou seja, “raposa barbeira”.

Cansados da situação os moradores da cidade resolveram dar um fim as pirraças das kitsunes, pois naquela época o cabelo era um sinal de status e o povo daquela cidade não podia mais andar com a cabeça erguida por estarem carecas.

Porém, mesmo com todos concordando que uma medida devia ser tomada ninguém tinha uma idéia de como fazê-lo. Eis que aparece o único rapaz que jamais tinha caido nas armadilhas da raposa, um jovem samurai chamado Saizoemon. Mas ele era convencido e assim que soube que queriam a sua ajuda para se livrar da esperta raposa foi logo falando:

– Vocês são todos tolos, não conseguem ver o plano da raposa? E por esse motivo ainda nõ conseguiram descobrir como acabar com esses animais, porém eu sou esperto e irei dar um jeito. Me implorem para castigá-la, admitam a sua ignorância.

Mesmo com o orgulho sendo ferido eles fizeram o que Saizoemon pediu em troca de poderem ter seus cabelos de volta.

O samurai com sua katana e foi em direção a morada das raposas, o bosque os redores da cidade. Enquanto caminhava cruzou por uma magnífica garota de olhar malicioso que lhe cumprimentou:

– Konnichiwa, Saizoemon, está passeando pelo bosque?

Desconfiado que era um truque atacou a jovem com sua espada, assustada ela desviou e sua calda branca apareceu.

– Eu sabia que você estava tentando me enganar, mas agora você não escapa sua raposa safada. E a atacou, como ele era muito habilidoso ela acabou por voltar a sua forma original e correr bosque a dentro.

Achando-se vitorioso ficou ainda mais convencido de que poderia derrotar, facilmente, a família de raposas, e continuou a caminhar.

Ele já estava na mata fechada quando viu uma clareira e nela havia outra mulher, desconfiado Saizoemon se escondeu uma árvore e viu a mulher pegar um punhado de palha no chão e soprar, criando um bebê recém-nascido. Embora espantado, o samurai não tinha mais dúvida de que se tratava de uma raposa.

Com o bebê no colo, a mulher entrou na casa de um lenhador e foi recebida por uma velhinha com grande alegria.

– Nossa – pensou Saizoemon – a raposa está ludibriando a pobre senhora, tenho que impedir. – Então invadiu a casa e encostou a katana no pescoço da mulher-raposa disse:

– Cuidado, senhora, esta raposa está tentando te enganar. Este bebê não é de verdade, ela o criou de um monte de capim que pegou do chão, eu vi quando ela soprou magica sobre ele – dizendo isso a amarrou fortemente, a velhinha apavorada falava que aquilo era um absurdo, que como o netinho dela poderia ser um punhado de capim.

– O senhor é maluco, o que está a fazer com a minha nora??

–  Calma senhora eu vou lhe provar, assim que a fumaça de folha de cedro a cobrir  o encanto se desfará e ela voltará a ser uma raposa e seu neto um punhado de palha.

E arrastando a mulher para fora começou a fazer fumaça das folhas de  cedro que encontrou caídas, a velhinha gritava desesperada mandando o samurai parar.

– Por favor, pare com isso, o senhor vai matar a minha nora, vai deixar o meu neto orfão.

Porém ele não parou, a deixou coberta de fumaça mas nada de a calda aparecer, a mulher começou a tossir incontrolavelmente.

– Não se preocupe, senhora, ela já vai voltar ao normal.

Mas o tempo foi passando e nada da mulher assumir a forma de uma raposa, a tosse continuava cada vez pior e a velhinha continuava a sua suplica.

– Pare com isso, ela está morrendo, não está vendo o mal que está fazendo?

Saizoemon não parava, ela era uma raposa, tinha de ser, afirmava para si mesmo. Porém a tosse da mulher cessou e ela caiu ao chão morta.

– Minha nora morreu! Você matou a minha nora! Meu netinho vai ficar órfão! Quanta crueldade!

Assustado pelo rumo que a história estava levando ele tentou ressuscitar a mulher, mas já era tarde demais. O samurai foi tomado de um grande arrependimento e, prostrado no chão, reconheceu seu engano.

– Matei essa mulher por engano. Não sou digno de ser um samurai.

Nesse exato instante, apareceu um monge no local.

– O que aconteceu por aqui? Parece uma tragédia.

Contando todo o acontecido o monge afirmou:

– Sua alma jamais terá paz enquanto não purificar seu espírito. A alma da pobre mulher, morta por engano, inconformada por tamanha injustiça, não terá paz. Vai se tornar, com certeza, uma alma penada. É necessário que reze muito, mas muito mesmo, por ela. Raspe sua cabeça e torne-se um monge, assim poderá dedicar muitas orações a sua pobre alma.

Concordando com as palavras do monge, Saizoemon raspou seu próprio cabelo e quando o ultimo cacho caiu no chão o monge, a casa e as duas mulheres sumiram. Tudo não passava de um plano das raposas.

Horas mais tarde quando o povo da cidade resolveu verificar a situação  e encontrou Saizoemon de cabeça baixa sobre uma pedra. Então berraram:

– Vejam, a raposa barbeira conseguiu enganar Saizoemon também!

Por isso ele foi motivo de gozações por muito tempo, até que aprendeu a ser humilde.

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Sobre Raid

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  1. Bea Castelo Branco

    Legal, já conhecida pelo meu sensei de Aikido. Uma coisa que sempre me perguntei é se a Kyuubi é só japonesa msm, pq de vez em quando vejo menções dela em doramas chineses e coreanos como se fosse da cultura deles.

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