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Nihon Legends 03 – Sol e Chuva, casamento de Kitsune?!

Oie pessoinhas que perdem tempo lendo as coisas inúteis que eu escrevo (BRINCADEIRAAAAA, ou nã0), no dia de hoje vou contar uma lenda que me fascina muito. Eu não saberia dizer o verdadeiro nome desta lenda porém ela é muito parecida com uma frase muito conhecida no Brasil (pelo menos aqui no sul): “Sol e chuva casamento de viuva”, a lenda é o seguinte:
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Em um pequeno vilarejo de uma das ilhas japonesas vivia Ichirou, um garoto de 11 anos de idade que vivia com criados, pois seus pais haviam falecido. Por ser uma vila pequena eram raras as crianças no local, então ele vivia solitário andando pela casa, brincando com insetos e ouvindo os contos maravilhosos que a velha empregada lhe contava, até que em um dia ela adoeceu e antes de morrer lhe disse:

– Ichirou sama, das mais fantásticas lendas eu lhe falei, porém me faltou um aviso a dar. Nunca vá a floresta quando o Sol e a Chuva estiverem no ar, pois é nesse momento que as raposas se casam. Elas odeiam que as observem, nunca vá a floresta quando o Sol estiver com a chuva.
Semanas se passaram e o menino não tirava da cabeça o aviso dado pela criada, então chegou o dia que o Sol raiava e uma gélida chuva caia, sem pestanejar pegou seus tamancos de madeira e correu para a floresta, não teria problema observar se ele não fosse visto.

Lá uma cerimonia incrível acontecia, kitsunes com uma forma parecida com a humana estavam aos pares e andavam em marcha conforme se ouvia tambores. Tal a graciosidade delas que o menino não podia parar de olhar atrás da árvore onde se escondera. Então elas pararam se cumprimentaram e retornaram a marcha, elas caminhavam em direção a árvore onde Ichirou havia se escondido. Assustado e sem saber para onde ir deu um passo para trás, mas seu tamanco quebrou um graveto, fazendo ruído.

Imediatamente todas as kitsunes pararam e  olharam em sua direção, ainda mais assustado por ter sido descoberto correu, se embrenhou na floresta para que não descobrissem onde vivia e depois de um tempo, após te-las despistado, retornou para casa.

Ao falar “tadaima” na porta de casa uma criada correu em sua direção e lhe entregou um rolo, dizendo que tinha sido uma raposa que havia entregue e que estava apavorada, pois ela parecia braba.

No rolo estava escrito que:

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“Ichirou, você maculou nosso precioso rito de casamento ao vê-lo. Nós kitsunes desta ilha lhe obrigamos a tomar uma decisão, ou faz o rito de Seppuku (suicídio) ou nós iremos matar todos os habitantes da vila, sem exceção. Você tem até o crepúsculo para tomar a sua decisão. No centro deste rolo existe uma faca para o ritual de harakiri (forma popular de se falar de seppuku) caso essa seja a sua decisão.”

Mesmo sendo jovem o garoto tomou sua decisão, se despedindo da criada que entregou o rolo e pegando a faca foi em direção ao Sol onde brilhava um lindo arco-Íris e se matou.

Quem quiser ver um filme em que aparece essa e mais alguns contos japoneses eu recomendo o filme “Sonhos” do cineastra Akira Kurosawa. São oito episódios, alguns sobre as experiências vividas pelos japoneses após a II Guerra Mundial, como O Túnel, O Demônio Chorão e Monte Fuji em Vermelho. Com foco nos costumes e crenças existe o Pomar de Pêssego e O Sol em meio à Chuva (o citado).

Bom isso foi a lenda de Kitsune!

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