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O lado random da vida – IV – Sobre fanboys, fandoms e brigas eternas

Novas e muito melhoradas instalações do Departamento Editorial do Anime Freak Show. Sala aparentemente vazia. Entra alguém…

VOZ: …ué, mas a Drih tinha me chamado aqui… Não tem ninguém? o_O

OUTRA VOZ (vinda de baixo da mesa): …Seiji, é você?

SEIJI: DRIH?! õ_Õ WTF? O que você tá fazendo aí?

DRIH (colocando o rosto para fora, uma expressão de pânico): Fecha essa porta! Ninguém te seguiu, né? Não tinha ninguém no corredor, ou lá fora, né?

SEIJI (entendendo cada vez menos): Não, não tinha ninguém. Quer me explicar o que tá havendo?

DRIH (saindo de baixo da mesa. Nas mãos, uma frigideira roubada da cozinha em posição de ataque): É uma… longa história… >.<

SEIJI: …longa história… Drih, o que você fez? ù_ú

DRIH: Ei, eu não fiz nada! D8 É só que… bem… eu andei falando umas coisas aí, e despertando a raiva de algumas pessoas…

SEIJI: …que pessoas? =3=

DRIH: Fanboys, Seiji. Fanboys… ;^; Agora você entende?

SEIJI: Ah, não!!! D: Como você foi fazer isso??

*silêncio. De repente…*

SEIJI: …ei, se eles te pegarem, posso ficar com o seu computador? 8D

DRIH: …

*a frigideira sai voando na direção dele, que só esquiva por intervenção pessoal dos deuses do perigo e do caos*

DRIH: SAIA DA MINHA FRENTE AGORA!!!! >(

O assunto da coluna dessa semana é polêmico. Muito polêmico. Mais polêmico do que os famigerados mamilos eternizados pelo Youtube.Vamos falar sobre brigas homéricas, histórias eternamente manchadas, mimimis de todos os gêneros. Sim, meninos e meninas, hoje falaremos de fãs, e do quanto eles servem para melhorar – ou destruir – a reputação daquilo que eles amam.

Uma coisa que está presente na vida de muitos otakus é o conceito de fandom, e todas as consequências – muitas vezes negativas – que ele traz consigo. Mas o que é um fandom? Já falei um pouquinho sobre isso na primeira O Lado Random da Vida, mas muito pouco.

Como podemos definir esse conceito? Basicamente, um fandom é o conjunto de fãs ao redor de uma determinada coisa. Seja um anime, uma banda, uma série, um jogo… Podemos dizer, também, que é a parcela mais ativa dos fãs, aqueles que discutem, criam, escrevem, desenham, debatem… Basicamente, a parte que expõe seu lado de fã mais ativamente nas internetes da vida.

Fãs sérios usam isso da forma mais saudável possível. É muito divertido estar em um fandom, interagir com outros fãs, debater, inventar, até mesmo trollar um pouco… Essa é a parte legal. O problema é que, claro, nem todos os fãs são assim. E qualquer pessoa já familiarizada com isso, e que for fã de qualquer coisa um pouco mais controversa, deve ter percebido a briga de foice que pode ser encontrada aí.

A questão é: por que essas brigas acontecem? O que as motiva? Por que as pessoas não podem simplesmente dar as mãos e ver que vivem em um mundo maravilhoso? Por que a Drih não pára de usar exemplos gays nos textos dela? É o que vamos tentar responder aqui hoje.

FANBOYS E HATERS: A ETERNA DESAVENÇA

Quem acompanha o site já deve ter percebido que todo mundo aqui é um pouco fanboy de alguma coisa. Todos têm aquela história mais especial, aquela que usam em seus nicknames e avatares, aquela da qual falam / escrevem com mais carinho. Mas o que é exatamente ser um fanboy / fangirl? Bem, depende. Já vi o termo ser usado com conotações tanto positivas quanto negativas. Tem gente que leva para o lado engraçado da coisa e usa essa palavra para definir aqueles fãs mais ativos e apaixonados, mas ainda com senso crítico. E tem gente que a usa para classificar aqueles fãs cegos que vão jogar facas em quem discordar deles a respeito do seu objeto de fanboyzagem. Pessoalmente, prefiro a primeira definição.

E, do outro lado da arena, temos os haters. Quanto a esse, não existe mistério: haters são aqueles que não apenas odeiam algo, mas fazem questão de contar isso aos quatro ventos e trollar os fãs. Aqui, a diferença é bem clara: nem todas as pessoas que não gostam de uma determinada coisa são necessariamente haters. A maioria se limita a não gostar e a seguir com suas vidas sem grandes dores de cabeça. E, com essas pessoas, será possível manter uma conversa coerente.

Não é preciso dizer que, com isso, temos duas forças opostas se chocando. Se formos considerar o pior lado dos dois extremos, os fãs mais cegos e os haters mais agressivos, teremos discussões homéricas e que nunca levam a lugar nenhum. Todos já presenciaram, ou até participaram de uma discussão dessas. Vamos citar um exemplo bem recente: a E3, que aconteceu há duas semanas atrás, tirou sonystas e nintendistas de suas respectivas tocas, para mais uma Console War. O mesmo princípio de brigas fanboys X haters se aplica aqui: lados opostos, nenhuma intenção em ouvir o outro ou propor / aceitar argumentos aceitáveis. O triste é que essa “cegueira” muitas vezes os impede de ver fatos relevantes que o outro lado talvez possa apresentar.

COMO RECONHECER OS MELIANTES EM QUESTÃO

Costumo usar a palavra “fantard” para definir os fãs cegos e xiitas. Dá para diferenciá-lo dos fãs normais: ele não vai ouvir críticas, não vai aceitar que alguém pense diferente dele, não vai ter argumentos para manter uma discussão e partirá para a agressão. Um -tard nunca vai aceitar que o anime favorito dele não é o supra-sumo dos animes do mundo, ou que o casal que ele defende não é perfeito e intocável, ou que aquele personagem que ele considera o mais fantástico de todos não é tudo isso que ele diz. Pior, um -tard estará disposto a comprar briga por isso. Vejo isso nos roleplayings que acompanho. Há um tempo atrás, estava vendo o desenrolar de uma história muito bonita. Passei uns dias sem poder acompanhar, e quando voltei, uma das autoras estava cogitando a idéia de parar o RP, simplesmente porque muita gente criticou a forma dela de abordar o personagem. Aliás, “criticou” não é a palavra certa. Ela foi agredida, mesmo. Muitas pessoas se aproveitaram do anonimato oferecido pelo tumblr e mandaram mensagens depreciativas. Quem acaba saindo perdendo  são justamente aquelas pessoas que gostam de acompanhar essas histórias e sabem ver além dos mimimis dos xiitas.

Um hater, por sua vez, é aquele que ama odiar. Ele odeia um anime ou uma banda? Ótimo, ele pode odiar, mas não contente em guardar seus sentimentos para si mesmo, começa a provocar e agredir os que gostam. Externam sua raiva aos quatro ventos, debocham dos fãs, procuram cada mísera chance de desprezar não apenas a história em si, mas os próprios fãs… e, se você coloca um fantard do outro lado, dá para imaginar o caos que isso pode criar. Com isso, fãs e não-fãs mais neutros ficam no meio de um fogo cruzado completamente sem propósito. E, com isso, a chance de simplesmente darem as costas ao que começou tudo isso é muito grande: ou seja, é aí que vemos fãs antigos se novos fãs em potencial se afastando.

(pra ser be honesta, estou tentando entender o que exatamente a pessoa em questão tentou dizer aqui… õ_O)

QUANDO UM FANDOM DESTRÓI SUA HISTÓRIA

Vou fazer uma confissão aqui: até hoje não conheci mais a fundo Final Fantasy VII graças aos seus fanboys mais exagerados. E é provável que, com vocês, o mesmo tenha acontecido em relação a outras coisas. Muitas vezes, a parcela mais irritante dos fãs se torna um desestímulo para alguém se aproximar de alguma coisa, por mais genial que ela seja. Com isso, várias grandes obras acabam sendo vítimas dos seus fãs.

Os motivos para isso são muitos. A princípio, a chamada “síndrome de underground”: os fãs mais antigos não querem que a história se torne popular porque acham que a “modinha” vai destruí-la. Quem nunca ouviu algo do tipo “ah, que bom que esse anime nunca vai passar na TV aberta, senão ia virar modinha”? E os novos fãs são os “posers”, os “otakus de TV aberta”. Eu me lembro quando foi anunciado que Fullmetal Alchemist: Brotherhood seria dublado. Vi vários comentários desse tipo, pessoas que diziam que, depois da dublagem, “iria aparecer um monte de gente falando que é otaku só porque viu FMA:B na televisão e acha que sabe de alguma coisa”.

Outra razão: desavenças em relação ao objeto de admiração em si. E lá vão brigas entre fãs de personagens específicos, casais, entre adeptos de teorias que não são aceitas por todos… qualquer coisa com as quais alguém não concorde. São os chamados “-etes”. Ver Sasuketes e Narutetes se matando chega a ser engraçado, e ao mesmo tempo vergonhoso. Da mesma forma, ver defensoras de um casal X ou um casal Y brigando entre si é algo tenso. Falando assim, é fácil perceber que esse tipo de briga não tem sentido nenhum. Recentemente, encontrei um post em um dos Tumblrs que sigo que listava os cinco ou dez piores fandoms de todos os tempos (dos quais não vou falar aqui, primeiro porque metade deles não tem relação direta com o mundo otaku em si, e segundo porque não acho que isso seja necessário). A maior parte das pessoas que apoiava a lista apontava esse motivo como o principal. E tem também as coisas absurdas que alguns fãs fazem com a história em suas fanfics…

Não adianta: fandoms podem E queimam o filme daquilo em torno de que eles se reúnem. Quando você percebe que a maioria – ou, pelo menos, a parcela mais ativa – dos fãs de algo é um grupo intolerante e mesquinho, não vai haver incentivo para se aproximar. E fãs sérios podem querer se afastar. Em especial a parte criativa, aquele que se envolve mais com fanfics, fanarts ou roleplaying. Já ouvi a frase “eu gostava de tal coisa mas os fãs são tão terríveis que eu não consigo mais chegar perto” mais de uma vez. A internet é o campo onde essas batalhas se desenrolam com mais frequência, o que é triste. Da mesma forma que você pode conversar e trocar idéias com fãs de qualquer lugar do mundo, existe também a chance de ser trollado internacionalmente. =3=

É triste pensar que fãs acabam sendo uma propaganda negativa dessa proporção. Triste, porém verdadeiro. E é pior ainda quando uma pequena parcela desses fãs acaba manchando a reputação de todos os demais. Generalizar é um erro muito fácil de cometer, quando falamos de fandoms.  Nem todo fã de Naruto é um narutard, nem toda fã de yaoi é uma fangirl ensandecida e sem-noção, nem toda fã de Kingdom Hearts joga pelo yaoi ou porque é “fofinho”, nem todo fã novo é poser, nem todo fã oldschool é chato. Isso deveria ser óbvio, mas não é. =/

CONCLUSÕES, REFLEXÕES, DIVAGAÇÕES: …TÁ, E DAÍ?

Depois de dizer isso, é possível que você, amigo leitor, esteja pensando “tá, legal. E o que eu tenho a ver com isso? Por que você está dizendo isso?”. Bem, eu diria que, em parte, é um desabafo. Vejo alguns dos meus fandoms favoritos desmoronarem graças à minoria troll de fantards, e isso me deixa chateada. Por que as pessoas se esqueceram do motivo pelo qual elas começaram a gostar dessas coisas, a princípio? Não era pela diversão? Acho que todos os que um dia resolveram entrar em algum fórum, comunidade do orkut ou chat para debater alguma coisa da qual gostavam não fizeram isso com a intenção clara de trollar os demais fãs ou os que não gostam. Não, a idéia inicial era encontrar outras pessoas que também gostavam, se aproximar delas, trocar idéias de forma saudável. Só que, para alguns, essa idéia inicial se perdeu em algum momento.

Encerro essa matéria / coluna / crônica / desabafo / insira-aqui-alguma-outra-coisa-da-qual-você-ache-que-fica-legal-chamar-isso-aqui com um pedido: BOM SENSO É TUDO, MENINOS. Para os fãs, para quem não gosta, bom-senso e respeito são fundamentais. O mundo tem quase sete bilhões de pessoas e a imensa maioria irá pensar diferente. Acho que, como falamos de algo que deveria ser divertido e interessante, a partir do momento em que a convivência saudável dá lugar às discussões sem sentido e à intolerância à diversidade de opiniões, então não há sentido em continuar acompanhando aquele fandom. Da mesma forma (e essa é uma coisa da qual eu tento me convencer), a qualidade de uma história não pode ser medida pela qualidade dos seus fãs.

Enfim, sejam fãs. Curtam suas histórias, criem suas teorias, debatam, inventem, divirtam-se. Não se esqueçam de que o objetivo de acompanhar um anime, jogar uma série de games, ouvir uma banda, ver uma série, é sempre esse: a diversão. Mantenham isso em mente. Pensem no tipo de fã que vocês querem ser, no tipo de imagem que vocês querem projetar. Sejam aquele tipo engraçado de fanboy / fangirl, aquele que ama seu anime favorito, se diverte com isso, mas nem por isso vai sair apedrejando quem pensar diferente. Aliás, essa é a idéia. A diversidade só torna tudo mais belo. ;D

Bem, por hoje é só. Já vou avisar que, provavelmente, não teremos colunas pelas próximas duas semanas. Estou em pleno fim de semestre, atolada de provas e trabalhos, com mil coisas para terminar… Mas vamos voltar logo com um volume da Árvore de Ohara que é realmente especial, e que fez parte da infância de TODOS VOCÊS. As apostas estão abertas, babies! ;D Beijos a todos, muito obrigada por lerem, comentem muito e até mais! ;D

P.S.: dessa vez, só um PS, e um sério. De verdade, eu não tenho a menor intenção de ofender ninguém. Não mencionei ninguém nominalmentte, a matéria não é direcionada a ninguém em específico. Espero não ter soado rude ou arrogante, mas se você se sentir ofendido, sinta-se à vontade para comentar e expor a sua opinião. Mesmo a escolha de imagens foi problemática, porque é difícil achar algo que não esteja cheio do ódio dos fanboys ofendidos ou dos haters… =/

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Sobre Anime Freak Show

Durante esses mais de 3 anos, muitas pessoas passaram pelo site, algumas não estão mais, mas suas postagens continuam aqui!

13 Freaks estão discutindo o assunto. Participe Tambem.

  1. Um não sei muito bem o que dizer, mas vou tentar dizer algo.
    Eu pessoalmente jà atè esquesi o que estava no post pois li esses comentarios gigante.
    Sobre Os haters eu acho que e muito chato quando eu leio um comentario de uma pessoa que sò viu 1 episodio de uma serie, e ela pega e diz que essa serie è ruim .
    Porem eu quase sempre não ligo pois ligar è perda de tempo, a qual todos tem pouco.
    sobre Yaoi eu sò vi um ova e foi por assidente e não gosto tanto por causa do ova e tambem por preconseito, è verdade, apesar de não ser o certo eu tenho preconseito com isso.
    Sobre animes na tv aberta eu acho que todo mundo tem uma opinião parecida, que è sobre a censura isso deixa os fã frustado, e tambem quando diziam que um anime iria passar no brasil eu so ficava no pesar, pois os episodios seriam deletados dos trackers,mais hoje em dia isso jà não è nada.
    Fã-boy eu não sou, pois eu quando comesei a assistir, jà comesei com muitos animes ao mesmo tempo, então eu vi uma variedade de gostos, mas eu tenho meus anime favoritos,que quando alguem pede um anime recomendado eu quase sempre indico eles cada um para um gênero.
    Uma prova que eu não sou fã boy e que detetive conan foi o meu top1 por três anos porem a pois assistir Higurashi ele virou meu top2 e Higurashi virou meu top 1,porem eu ainda acho o personagen Kudo Shinichi foda ao extremo (Referênsia ao Riohei e não ao Rods).Bom legar
    Sobre deixar de ver um anime por causa de outras pessoas eu nunca fiz eu sò dropo um anime por odio por filler(Naruto,bleach)ou por que a historia esta se difundindo de uma forma a qual não me da vontade de ver o anime, quando um anime me cansa ou eu vejo ele lentamente eu dropo ele.

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