Bastioncoverwallpaper3

Review – Bastion

Existem jogos que são mais que jogos por possuírem histórias que são muito mais que simples histórias. E Bastion, da Supergiant Games em 2011, com seu jeito indie e direto chegou a esse nível que muitos jogos grandes jamais conseguiram chegar.

imagem1

Não sou um rapaz culto nem ao menos sentimental, mas gosto de joguinhos. Joguinhos divertidos, joguinhos coloridos e joguinhos que nos tragam alguma coisa a mais. Bastion consegue fazer tudo isso de forma competente em todos os aspectos.

A história é simples, você é o protagonista conhecido meramente como The Kid (“A Criança” ou “O Garoto”) que ao acordar percebe que o mundo acabou. O mundo quebrou, vários pedaços de terra planam no ar em um cenário que seria belo caso não fosse assustador. The Kid partindo de seu ponto inicial parte então em uma jornada em busca de mais sobreviventes no que restou de seu mundo.

Por mais simples que o jogo possa parecer, a narrativa desde o início deixa claro que quer algo mais. Logo ao iniciar você nota que Bastion possui algo bem diferente dos outros jogos: um narrador. Assim como em um livro temos um narrador, mas ele não é um narrador comum de forma alguma, a voz que acompanha The Kid em sua peregrinação entre os cenários suspensos no ar de Caelondia conta através de um texto muito bem escrito e uma voz forte, a história do lugar e do povo, te dando uma visão única do que aconteceu ali, assim como dos eventos que acontecem na trama e no pano de fundo dos personagens que tocam de maneira muito adulta em temas como guerra, racismo e traição.

imagem2

O jogo segue um modelo simples porém não raso, sendo basicamente um action-RPG onde você terá que desviar e mirar para acertar seus inimigos em mapas que seguem o bom e velho esquema de fases para avançar na história, conseguir armas novas e ficar mais forte. Em um paralelo fácil seria algo entre Legend of Zelda e a série Ys, só que sem a enrolação do primeiro e sem os nomes engraçados do segundo (sério, Celceta sempre me arrancará um risinho) e também muito mais bonito que os dois juntos andando de mãos dadas no parque domingo de tarde. A parte visual e audiovisual do jogo é fantástica, os modelos 3D e design dos personagens são tão lindos que me deixam triste por saber que eu jamais serei tão talentoso quanto essa moça Jen Zee (que além de talentosa, é muito gata). As músicas? Meu caro, as músicas que você irá ouvir neste jogo são uma mistura única de música árabe, country e coisas que eu não gosto, mas que juntas, em sintonia com o jogo, tornam Caelondia um dos mundos mais interessantes e mais memoráveis dos videogames.

Confiram o trailer do jogo:

Bastion está disponível para PC (no Steam), XBOX360 e iOS.

Comente

Sobre Kiichin

Kiichin
Essa batata é como minha família, eu tenho sangue de batata em minhas veias.

3 Freaks estão discutindo o assunto. Participe Tambem.

  1. Gud review.

Grita Aqui!

Or

O seu Email não será publicado.Campos Obrigatorios estão marcados. *

*