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Review: Batman Arkham City

Ficha Técnica: Plataformas: PS3, Xbox360, PC, WiiU (sem data confirmada)

Jogadores: 1 Player

Ano: 2011

3D: Sim

 

   E aí galera, aqui é o Cabeça (ou kbsa, tanto faz) e a partir de hoje vou começar a postar reviews para vocês aqui no AFS. Então para começar com estilo apresento hoje o review do jogo Batman Arkham City.

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   Batman Arkham City é a continuação do excelente Batman Arkham Asylum, jogo lançado em 2009 para PS3, Xbox360 e PC. O jogo se passa um ano após os acontecimentos de Arkham Asylum e a situação é a seguinte: Quincy Sharp, antigo diretor do Asilo de Arkham se elege prefeito de Gotham City e como primeira medida como governante da cidade, Quincy resolve isolar uma área de Gotham e transformá-la em uma prisão a céu aberto, na qual todos os grandes vilões e até mesmo os pequenos criminosos são aprisionados. Para que ninguém tente fugir, Quincy contrata um grupo de mercenários chamados TYGER, e eles se tornam uma espécie de polícia dentro de Arkham City. No comando da TYGER está Hugo Strange, um psiquiatra que trabalhava no Asilo de Arkham, mas acabou ficando louco e obcecado pelo Batman, que chega ao ponto de descobrir sua identidade secreta. Apesar de sua loucura, Strange é um mestre da psicologia e também domina a hipnose. No início do jogo você vê Bruce Wayne fazendo um pronunciamento pedindo para que Arkham City seja fechada, sob o argumento de que ter todos os vilões de Gotham soltos em uma área da cidade é um enorme risco para todos os cidadãos de Gotham. Neste exato momento alguns guardas da TYGER aparecem e capturam Wayne. Strange aparece e lhe diz que agora que você foi capturado o Protocolo 10 pode ser iniciado e que caso você tente impedí-lo, o seu segredo será revelado a todos. Após este diálogo, Bruce Wayne é mandado para dentro de Arkham City. Vou parar de narrar a história por aqui para não dar nenhum spoiler, pois daqui pra frente o enredo fica simplesmente impressionante, mas isso vai ser abordado mais a frente.

Santa cronologia Batman!

   Bem agora eu vou encaixar o jogo dentro da cronologia dos quadrinhos do Batman, então se não quiser saber detalhes da história dos quadrinhos, eu aconselho você a pular este parágrafo e ir direto para a análise. Como primeiro critério, para definir em que local da cronologia está o jogo, vou utilizar os “Robins”. Neste momento Dick Grayson está atuando como Asa Noturna, Jason Todd está morto e Tim Drake é o atual Robin. Com isso já dá para ter uma boa idéia de onde o jogo está situado. Também se sabe que no momento que se situa o jogo, Tália Al-Ghul já está esperando o filho de Bruce Wayne, Damian Wayne o atual Robin dos quadrinhos. Mas ao que tudo indica Tália ainda não sabe que está gravida.

Um jogo que te ganha em 10 minutos.

   Batman Arkham City é um jogo que tem um poder de imersão tão incrível que consegue em 10 minutos, te inserir no cenário do jogo, te deixar maravilhado e assustado ao mesmo tempo, pois após entrar em Arkham City você percebe que realmente você está em desvantagem. O Mundo do jogo é realmente enorme e incrivelmente detalhado. Nada de prédios todos iguais encaixados aleatoriamente nas ruas, Arkham City recria fielmente o cenário apresentados nos quadrinhos e filmes. Aqueles que conhecem um pouco do mundo do homem-morcego, em um breve passeio pelas ruas de Arkham City vão se deparar com inúmeros cenários famosos em Gotham: cenários que vão desde o beco onde Thomas e Martha Wayne foram assassinados até o Iceberg Lounge, o clube noturno gerenciado pelo Pinguim. Cada locação foi cuidadosamente desenvolvida para representar fielmente o mundo dos quadrinhos. No início você se perde um pouco, mas rapidamente se acostuma e acaba por praticamente decorar o mapa do jogo.

Fácil de jogar, mais fácil ainda de se divertir.

   A jogabilidade de Arkham City está ainda mais fluidica e intuitiva do que no seu antecessor. O sistema de combate é fácil de utilizar e difícil de dominar, além de ser um colírio para a vista. Os golpes do homem-morcego estão ainda mais acrobáticos que no último jogo. É fácil de perceber que o Batman domina inúmeras artes marciais e que culminam em seu estilo único de batalha. Para aqueles que não jogaram o jogo anterior eu vou explicar rapidamente como funciona: existe um botão de golpe direto, um botão de contra-ataque, um botão que deixa os inimigos confusos e um que serve para desviar e pular por cima dos inimigos. Alguns devem estar pensando neste momento: “Ah, então é fácil, é só apertar o botão de golpe sem parar.” E é ai que você se engana, pois os inimigos tendem sempre cercar você. Então você tem que ficar atento a qual dos inimigos atacar e também em que momento deve fazê-lo, pois nas dificuldades mais elevadas um erro na hora de atacar pode (e provavelmente vai) causar sua morte. Isso sem contar a infinidade de combinações que podem ser feitas entre seus golpes e seus equipamentos. Todos os equipamentos do jogo anterior estão de volta e ainda acrescidos de alguns novos formando um belo cinto de utilidades. Os equipamentos funcionam não só para facilitar a vida do homem-morcego, mas também para ajudar na busca dos troféus do Charada. O que são estes troféus? Eu vou abordar mais a frente.  Gostaria de destacar o Modo Detetive que é um equipamento que te permite encontrar todos os vilões da área próxima à você e assim montar a estratégia mais conveniente.

A música que toca no bat-pod

   A parte sonora de Arkham City foi muito bem feita e para mim é um dos pontos altos do jogo, tanto no quesito das músicas do game, quanto nas vozes dos personagens. As músicas do game são orquestradas e criam o tenso ambiente das ruas de Gotham. As músicas estão em perfeita harmonia com os cenários criados pela Rocksteady, criando uma experiência única no que diz respeito ao mundo dos games. Agora, as vozes dos personagens é onde se vê a diferença de um jogo genérico que usa o nome de um super-herói para tentar vender o máximo de cópias e um jogo de super-herói que é criado após um profundo estudo do todo o universo do herói, e a Rocksteady junto com a Warner Bros conseguiu isso. É incrível ver o trabalho de dublagem feito em Arkham City. Dá para notar que os dubladores foram escolhidos a dedo para poder recriar da forma mais perfeita possível os personagens da história em quadrinhos. É possível notar a insanidade na voz do Coringa, a loucura dualística do Duas-Caras, a confiança na voz do Charada e até mesmo a inabalável calma do mordomo Alfred. Um feito realmente memorável. Abaixo eu estou deixando uma das músicas da soundtrack.

Só assim pra dizer que o Duas-Caras ficou bonito.

   A parte gráfica está realmente excelente, os personagens são bem modelados e os cenários extremamente bem detalhados. Uma evolução com relação ao jogo anterior, é que agora os vilões comuns estão diferentes entre si, além de existirem os vilões divididos entre as facções como os vilões do Coringa, do Pinguim, do Duas-Caras. Existem também as diferenças entres os bandidos, alguns são mais gordos outros mais fortes. Essa distinção entre os bandidos pode não ser um fator determinante para que o jogo seja bom ou ruim, mas com certeza faz uma diferença. Outro ponto favorável é o design dos personagens, todos estão extremamente fiéis aos quadrinhos. As animações principais do game estão  simplesmente lindas.

Quanto mais, melhor.

   Outro ponto muito interessante do game é a imensa quantidade de extras existentes no jogo e o melhor é que são extras divertidos, que você tem vontade de fazer. Os extras podem ser divididos em dois grupos: as missões secundárias e as charadas do…eh…Charada. As missões secundárias não são aquele tipo de missão que só foi colocada para dizer que tem, elas são tão bem estruturadas quanto as missões principais do game. No total existem 12 missões secundárias que vão desde atender os telefonemas do maníaco Zsasz até localizar todos os prisioneiros feitos pelo Charada. Já o outro grupo tem como objetivo encontrar todas as charadas espalhadas pelo Charada (desculpe a redundância). As charadas são de três tipos: o primeiro são os pequenos troféus em formato de ponto de interrogação que são obtidos após desvendar um pequeno quebra-cabeça com a ajuda de seus equipamentos; o segundo consiste em destruir objetos como câmeras de segurança e dentaduras que são encontradas pelo mapa e o último consiste em um enigma escrito que deve ser resolvido por meio de uma foto (a foto é tirada ao segurar o botão referente ao Modo Detetive). Vou dar um exemplo do último tipo para ficar mais claro: você chega em uma área e aparece a seguinte frase em verde no alto da tela: “É um balaio de gatos, mas para ela é um lar” Em seguida você deve tirar foto do local onde a Mulher-Gato mora. Ao todo são 440 charadas que devem ser encontradas em toda Arkham City. É um trabalho incrivelmente árduo, mas quando você começa você não para até encontrar todas. Outra coisa muito legal é que dentro do jogo existe praticamente uma enciclopédia do mundo do cavaleiro das trevas. À medida que você vai evoluindo na história e desvendando as charadas, começam a ser desbloqueadas informações que vão desde fichas com todas as informações dos personagens até textos que contam as histórias  das diversas localidades de Gotham. Um prato cheio para os fâs e para aqueles que querem aprender mais sobre o homem-morcego

Eu acho que eu vi um gatinho!

   Para quem não está a fim de controlar apenas o cavaleiro das trevas, o jogo também possibilita que você jogue com a Mulher-Gato. Não são muitas as missões que podem ser jogadas com a felina, mas é possível percorrer todo o mapa com ela. Toda a movimentação da personagem foi criada do zero. Seu estilo de luta é bem diferente do Batman, porque ela é mais ágil e golpeia com maior velocidade. Selina também pode alcançar locais que o homem-morcego não consegue. Lembrando ainda que existem troféus do Charada específicos para ela. Além da Mulher-Gato, já esta disponível para download via DLC (US$6,99) o pacote com o personagem Asa Noturna. Também foi anunciado que o um pacote com o Robin vai ser lançado. Não tive a oportunidade testar o Asa Noturna, então peço desculpas.

Porque o Batman pôs o batmovel no seguro? Porque tem medo que Robin!

   Bem primeiro me desculpem pela piada sem graça. Aqui eu gostaria de falar de um ponto que associado com o trabalho feito na dublagem torna este o melhor game de super-herói já feito (e sem sombra de dúvidas um dos melhores que já joguei). Esse ponto é o roteiro do game!! Não estou falando só da história do game que é incrivelmente envolvente e cheia de reviravoltas, mas também das falas dos personagens. As piadas do Coringa são tão sádicas quanto são engraçadas, o Duas-Caras fala consigo mesmo, o Mr. Freeze é frio e direto ao ponto, os comentários do Alfred são sempre petulantes. As falas realmente criam com maestria a personalidade de cada personagem, ainda mais no universo do Batman, em que os conflitos psicológicos são o ponto alto da série. Todos os personagens têm a sua particularidade psicológica e o roteiro do jogo consegue fazer com que o jogador perceba isso. Lembrando apenas que o jogo vem com legendas em português do Brasil e tem todos os menus traduzidos, facilitando ainda mais o entendimento do jogo.

Nem tudo são flores, certo Hera?

   Neste ponto do review vocês devem estar pensando: “Nossa esse jogo é perfeito, não tem falhas!”. Mas não é bem assim, Arkham City tem sim falhas, mas são falhas pequenas, mas mesmo assim são falhas. Bem devo começar pelo problema que está presente em todos os games de mundo aberto com grandes mapas, o carregamento de texturas. É comum em jogos com grandes mapas encontrarmos cenários que demoram um pouco para carregar (GTA 4 que o diga). Esse problema está sim presente em Arkham City, mas em proporção bem menor do que a vista nos demais jogos. Essas falhas ocorrem em pequenos pedaços do cenário e algumas vezes nas animações principais, mas não é nada que atrapalhe a jogatina. Outro detalhe que vem incomodando alguns jogadores é o seguinte: um dos equipamentos do Batman permite ao homem-morcego ouvir as conversas entre os capangas que rondam Arkham City. O problema é que este equipamento fica ligado o tempo todo, ou seja você fica o tempo todo ouvindo a conversas dos inimigos próximos. Para mim isso não foi um problema, mas isso pode irritar alguns jogadores que querem ficar em silêncio nas ruas de Arkham City.

Considerações Finais

   Eu, como fã do cavaleiro das trevas, digo que estou maravilhado com o jogo não só por se tratar do Batman, mas sim por ser um jogo que te proporciona uma imersão que eu poucas vezes vi em um game. Como disse, esse é sem sombra de dúvidas o melhor game de super-herói já feito e o melhor jogo do ano até o mês de Outubro (digo isso pois grandes jogos ainda irão ser lançados até o fim do ano). Batman Arkham City não é um jogo perfeito, como já disse acima, mas suas falhas são tão pequenas quando comparadas com a grandeza da obra, que não atrapalham em nada a experiência proporcionada pelo jogo. Arkham City é obrigatório na coleção de qualquer gamer e dificilmente será superado por outro jogo do mesmo gênero, sendo lembrado como parâmetro por muitos e muitos anos.

Pontos Positivos

Pontos Positivos

+ Não é só mais um jogo de super-herói;

+ Depois que começa você não consegue parar de jogar;

+ Jogabilidade intuitiva e eficiente;

+ Alto fator Replay;

+ Gráficos excelentes;

+ Enredo impecável;

+ Dubladores escolhidos a dedo.

 

Pontos Negativos

Pontos Negativos

– Algumas vezes as texturas demoram para carregar;

– Ouvir sempre as conversas dos inimigos pode irritar;

– Mapa te deixa um pouco desorientado no começo.

 

Comentários:

-Bem pessoal, essa foi o minha primeira review. Gostei muito de escrever e gostaria muito de continuar a escrever para vocês.

-Querem elogiar, criticar, dar sugestões? Querem saber a verdadeira idade do Seiji? Então é só comentar.

 

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  1. Valeu mesmo galera.
    A opinião de vocês é muito importante para mim.
    Vou tentar sempre melhorar e trazer o melhor em reviews para vocês.

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