Review: Detroit Metal City

Yo gakki domo! Aqui é o Hiruma lançando mais uma review para vocês. Falarei de um anime um pouco diferente que não é recomendado para quem não tem uma mente muito bem formada sobre sexo, dorgas e death metal (e para quem tem nojinho também). É claro que estou falando do hilariante e violento “Detroit Metal City”.

DMC foi serializado na Young Animal de 2005 a 2010 e recebeu uma série de 12 OVA’s de 13 minutos e um filme Live-Action que teve uma grande repercussão no Reino Unido, nos Estados Unidos e em Hong Kong. O nome do anime é uma referência a uma das músicas da banda KISS, “Detroit Rock City”.

Você saberia dizer a relação entre esses dois aí em cima? O que você faria se eu dissesse que eles são a mesma pessoa? Acreditaria? Bem… acreditando ou não, eles são, e é focado nesse ponto que uma história totalmente grotesca e cheia de humor negro começa.

A História

Negishi Souichi é um garoto interiorano que vai para Tóquio em busca de uma vida de sucesso na música pop, mas acaba sendo forçado a entrar em uma banda de death metal na qual ele encarna Johannes Krauser II, o gênio guitarrista e vocalista que é conhecido por ser um terrorista vindo do inferno e por assassinar e depois estuprar os próprios pais quando criança, entre outras lendas que vão surgindo a cada uma de suas aparições. Os outros integrantes da DMC são o baixista Alexander Jagi, que na verdade é Wada Masayuki, um rapaz que deseja fama e mulheres, e o baterista Camus, um gordinho otaku chamado Nishida Teumichi que fala coisas sujas e adora metal, tanto que nem fogo e nem cobras irão parar suas baquetas. Ah… e não posso esquecer do Porco Capitalista, um masoquista que tem como único objetivo apanhar a noite inteira, mas também faz parte da banda.

A banda é promovida pela Death Records que é controlada por uma loira, maluca e indecente que bola vários esquemas estranhos para aumentar a popularidade da banda, chegando a obrigar Negishi a fazer várias barbaridades e a tentar mudar seu estilo de vida delicado para um grotesco estilo death metal. Tudo isso se deve ao extremo fanatismo da Presidente por death metal chegando a excitar-se sexualmente toda vez que escuta uma música ou apresentação muito boa do estilo, sendo isso um parâmetro para determinar os seus níveis de “fodassidade”.

Devido a tudo isso, Negishi fica dividido entre duas vidas, ou melhor, duas personalidades, uma que deseja perseguir o sonho de se tornar uma pessoa importante no cenário do pop ou da dramaturgia, mas fracassa, e a outra que toca em uma bem sucedida banda de death metal cantando letras que incentivam estupro, assassinato e outros crimes. No meio dessa dualidade, Negishi se encontra com Aikawa Yuri, uma amiga que o conheceu devido aos seus gostos musicais, o incentiva a tocar suas músicas com estilo pop e a qual ele é perdidamente apaixonado. Em muitos encontros que ele tem com a Aikawa, Negishi se transforma em Krauser devido a algum stress que esteja passando no momento e muitas vezes a insulta causando a repulsa imediata da pobre garota, porém sempre consegue se safar devido a sua personalidade delicada.

Fãs Malucos

No decorrer da história, Negishi encontra com vários fãs de DMC que realmente vivem nesse estilo grotesco e fazem com que ele tenha que reagir no sentido de tentar pará-los para que não enlouqueçam de vez e façam alguma besteira, porém Negishi se transforma em Krauser para isso, ou seja, nada vai do jeito que ele quer e várias lendas vão surgindo entre os fãs, sendo algumas parcialmente verdadeiras, como a de ele ter batido e estuprado policiais para fugir de um cerco, que, na verdade, foi só um acidente mal explicado.

Batalhas

Para chegar ao topo da música independente japonesa, DMC tem que derrotar outras estrelas em ascensão, com isso, surgem algumas batalhas de bandas em que Krauser mostra todo seu poder demoníaco e técnica em confrontos épicos, grotescos, malucos e, ao mesmo tempo, divertidos. Seus oponentes são as Kintamas Girls, uma banda de punk rock inspirada no Sex Pistols, e Kiva, o rapper de Nova York que também usa letras ofensivas para atingir o sucesso.

Por que assistir DMC?

Existe uma características bastante interessante na forma com que a história se desenrola em DMC, o fato de 13 minutos parecerem 26 (pelo menos para mim xD), pois o anime te dá tanta informação que você sente que o tempo passa mais devagar, mas não por ser chato, e sim por lhe proporcionar uma experiência que não se vê em muitos animes com uma duração maior, onde alguns diálogos não contribuem em quase nada para a história e nem para a diversão do público e acabam se tornando enfadonhos, enfim, uma perca de tempo, fato que não acontece em DMC, pois mesmo os fatos que não contribuem com a história, contribuem para a parte de comédia da obra.

A comédia deste anime gira em torno de apenas um personagem: Negishi/Krauser. São poucas as cenas engraçadas em que ele não está, ou melhor, são poucas as cenas que ele não está, ou seja, o autor dá um valor muito grande ao personagem principal uma característica que eu, particularmente, apoio (apesar de que meu personagem de anime preferido não seja um principal).

A arte é certamente diferente devido à técnica de corte de tela, omitindo algumas partes da tela ou fazendo uma cena aparecer em um pedaço de tela menor, uma arte que, talvez não impressione a muitos (que, muito provavelmente, deve ter sido feita para economizar na produção do anime), porém proporciona um foco maior no que importa e, ao revelar o que estava omitido pelo corte, passa uma sensação de impacto que ajuda bastante na comédia.

A trilha sonora também não pode deixar de ser comentada já que é um anime de música. A maior parte da trilha sonora é formada pelas músicas da própria DMC começando pela abertura Satsugai, entre outras que são tocadas durante as aparições de Krauser e os shows da DMC, porém existem outras músicas como a música “Amai Koibito”, uma das criações pops de Negishi que é o encerramento desse anime. Também existem outros estilos de música com o punk das Kintama Girls, rap de Kiva e mais pop dos Tetrapot Melon Tea.

Detroit Metal City é um anime repleto de comédia, uma obra para rir, porém não é algo que agrade a todo público devido às cenas bárbaras, vocabulário chulo, a música barulhenta e a discriminação com o estilo de musical das pessoas, mas não custa nada dar uma chance já que é uma obra curta e divertida.

Notas de Rodapé

– Primeiro gostaria de agradecer a galera que comentou minha última review e continuem comentando, pois é isso que dá uma boa parte da motivação para gente fazer mais reviews

– Qualquer dúvida, crítica, xingamento, elogio (será?), se quiser me matar (Tenha dó!), ou mesmo que seja um comentário só mesmo, ou qualquer outra coisa é só escrever aí embaixo que eu vou tentar responder ou, no último caso, fugir.

– YAA-HAAAAAAAAAAAAAAA!

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Sobre Hiruma

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  1. legal a review e DMC é muito foda e engraçado para mim.

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