Recomendações do Editorial

Recomendações do Editorial (Fevereiro/2019)

YOOOOOOO MINNA!!!! Sejam muito bem vindos ao primeiro RECOMENDAÇÕES DO EDITORIAL! Mas… o que é o recomendações do editorial? Bom, como todo bom otaku, o pessoal daqui do editorial adora recomendar animes e mangás para todo mundo. Portanto, todo final de mês, vamos fazer uma postagem em conjunto na qual cada um vai escolher um anime ou mangá para recomendar para vocês, nossos queridos Freaks. Uma recomendação bem simples, com um ou no máximo dois parágrafos pequenos, dizendo por que nós gostamos dessa obra, ou o que chama nossa atenção nela, ou porque você deveria reservar um pouco desse seu precioso tempo para dar uma chance para ela.

Enfim, sem mais delongas, vamos às recomendações!

Augusto: Shoujo Kageki Revue Starlight

“Shoujo Kageki Revue Starlight”, também conhecido como “anime dos ships yuri”, é uma mistura muito louca entre mahou shoujo (“Madoka”, especificamente), “Clube da Luta”, idols e, de certa forma, Hogwarts. No anime, a gente acompanha a história de 9 jovens aspirantes a idols batalhando entre si (qualquer que seja o formato em que as meninas venham, sejam idols propriamente ditas até intérpretes de dança clássica japonesa) e uma girafa (que, pelo amor de Deus, alguém mata esse bicho dos infernos) no caminho para adquirir a tiara celestial e se tornar a Top Star.

Dentro do grupinho das 9 meninas, a gente, claro, têm as protagonistas de verdade (leia-se: o ship yuri principal, por que tem mais de um): Hikari Kagura e Aijou Karen, que, quando crianças, assistiram à uma peça chamada “Starlight”. Desde então, elas se esforçam ao máximo para serem grandes estrelas e se apresentarem nesta mesma peça juntas. Zueiras à parte, “Revue Starlight” é espetacular: é leve quando precisa e pesado quando precisa, só tem uma personagem com sequência de transformação no anime inteiro e que, toda vez que toca, a gente fica com um sorriso de orelha a orelha, sem contar as cenas de combate, que, meu amigo, são espetaculares. Como mahou shoujo/idol, “Revue Starlight” é ótimo juntando bem os elementos dos dois gêneros e entregando uma conclusão satisfatória no fim de tudo.

Julia: Seishun Buta Yarou wa Bunny Girl Senpai no Yume wo Minai

O anime gira em torno do personagem Azusagawa Sakuta, um jovem estudante do Ensino Médio que tem uma visão um tanto quanto pessimista da vida. Seu cotidiano poderia ser considerado pacato e comum, exceto por algumas excentricidades. Um dia, porém, como num sonho, ele se depara com uma bela garota de cabelos negros em um traje de coelha em uma biblioteca qualquer. O que ele não esperava era que o motivo de tal fato os aproximaria.

Quando critico um anime, série ou filme, um dos principais pontos que gosto de avaliar é a verossimilhança e, quando a obra é uma ficção, o ponto em que essa ficção ainda permite a abordagem de eventos reais, sejam sérios, cômicos ou drásticos e, em todos os pontos, a staff conseguiu fazer isso brilhantemente.

Uma história que tem uma sinopse um pouco estranha e que não cativou minha atenção imediatamente, mas, depois de ver o primeiro episódio da obra lançada na temporada de outubro do ano passado me encantei e já está entre as minhas favoritas. Cada episódio é cativante, a música de abertura é espetacular e os personagens atrativos e com histórias muito bem construídas.

Não se trata de um anime qualquer e sim algo diferente do habitual de uma forma deliciosa de assistir. É a dose perfeita entre comédia, seriedade, ficção, tristeza e leveza.

Lily: Zombieland Saga

“Zombieland Saga” é um anime que junta o melhor de dois mundos: idols e zumbis. Ele tem como protagonista Minamoto Sakura, uma jovem garota com o sonho de se tornar uma idol, que, certo dia, tem um trágico encontro com nosso plot device favorito: caminhão-kun. 10 anos depois, ela e mais 6 garotas são ressuscitadas por Tatsumi Koutarou, um homem ~louco~ excêntrico que tem a brilhante ideia de criar um grupo de idols – formado por zumbis – com o objetivo de salvar a região de Saga. A partir daí, passamos a acompanhar o dia a dia dessas garotas tentando se transformar em idols de sucesso enquanto escondem o fato de serem mortas-vivas.

Beirando a paródia, mas nunca realmente chegando lá, “Zombieland Saga” é um anime divertido, excelente para relaxar com as situações engraçadas e absurdas que essas zumbis conseguem se meter. As personagens são inteligentes e charmosas (Yugiri-san principalmente), as músicas são legais e, apesar do absurdo que é sua história, não abandona a essência idol de sua premissa.

Steph: Gakuen Babysitters

Nesse anime super fofo, acompanhamos o dia-a-dia de dois irmãos: o jovem Ryuchi e o nenêzinho Kotaro. Após a morte de seus pais num acidente de avião, os dois são adotados pela Sra. Yoko Morinomiya, que havia perdido seu filho e sua nora no mesmo acidente. Em troca de não apenas acolher os dois, mas deixar que Ryuichi estude na escola em que ela é diretora, a Sra. Morinomiya exige (sim, e-xi-ge!) que Ryuichi ajude a cuidar da creche da escola, onde ficam os nenéns das professoras da escola. É nessa creche que conhecemos todos os outros personagens importantes do anime, a maioria sendo bebêzinhos fofos que, se você for que nem eu, vai querer apertar, amassar, chamar de filhos e vomitar arco-íris toda vez que eles aparecerem.

Não se deixa enganar por esse background triste dos dois irmãos: só tem drama no primeiro episódio, praticamente. Todos os outros são muito mais engraçadinhos e fofos, mostrando os dias dos dois irmãos com as crianças e seus amigos, como o maravilhoso Usaida, primeiro cuidador da creche. O brilho do anime está justamente nas situações comuns que ele retrata, como brincadeiras de faz-de-conta e idas ao zoológico, que ganham um belo charme por causa do carisma e do bom-humor dos personagens e, claro, da fofura daqueles bebêzinhos. É o anime perfeito pra você assistir naquele dia que tá a fim de só relaxar e curtir uma história bonitinha e descompromissada.

Volk: Akame ga Kill

“Akame ga Kill” é um battle shounen para adultos onde acompanhamos a história de um grupo de assassinos chamado Night Raid. O grupo tem como objetivo assassinar os altos oficiais, nobres ou pessoas influentes dentro do império que abusam do poder que possuem para benefício próprio (crescendo na política ou para enriquecer), ou até mesmo para seu entretenimento (que, em alguns casos, vão de tortura a assassinato e etc) levando o império e seu povo a um estado de decadência e miséria.

“Mas, Volk, o que você quer dizer com um battle shounen para adultos?” Bom, é simples: “Akame ga kill” é um battle shounen que vai além da simplicidade que outros animes do gênero apresentam. Ele não subestima seu espectador ou o infantiliza com histórias de rivais, amor e inimigos eternos. Ele segue pelo caminho contrário, com uma história mais realista e visualmente mais violenta, que faz todo sentido do ponto de vista político apresentado pela narrativa, de império vs rebelião, onde os alvos são pessoas importantes cuja sobrevivência ou o assassinato apresentam consequências reais para as facções em conflito. Akame ga kill apresenta um bom enredo, coeso, que não tem medo de mostrar violência, com lutas excelentes e personagens cativantes.

Weslley: Akkun to Kanojo

Desocupada e a fim de trazer um pouco mais de sentimentos positivos para dentro dos nossos corações, Waka Kakitsubata – escritora e ilustradora de “Akkun to Kanojo” — fechava o seu contrato com o estúdio Yumeta Company, conhecido majoritariamente pelas suas obras Bishounen, mas que agora adaptaria uma obra de 8 volumes para um anime descompromissado, mas que, ainda sim, tinha algo a dizer no fundo de sua obra, mesmo contendo aquelas várias vírgulas japonesas que somos obrigados a abstrair.

Akkun to Kanojo é uma comédia romântica do gênero Slice of Live, pautada em torno de dois protagonistas – Non Katagiri e seu namorado, Atsuhiro Kagari. A dinâmica entre eles é algo mais parecido com o que estamos habituados a ver em alguns animes bishounens, porém com uma pequena subversão em cima disso quando temos o namorado sendo uma pessoa mais retraída, trazendo traços do famoso estereótipo “Tsundere”, enquanto a namorada é mais o estereótipo da amiga de infância, desligada, meiga e exageradamente fofa. A história se foca no dia a dia deles, cada vez mais apresentando de maneiras engraçadas e surpreendentes o relacionamento do casal principal, de uma maneira que somente o Japão conseguiria. Gradualmente, vamos conhecendo aqueles ao seu redor, como os colegas de classe ou a própria família de ambos os lados, sabendo cada vez mais do quão conectadas essas famílias estão muito antes desses dois se conhecerem.

A animação tenta acompanhar o ritmo leve e bem descontraído da história, recebendo uma atenção a detalhes muito forte nos enquadramentos cômicos e um estilo de polimento nessas cenas que eu não via desde “Hiro no Kakera”. Ainda sim, ela quebra em alguns momentos com a falta de consistência dos animadores, e quem sabe da direção. Porém, não o bastante para te colocar fora do clima e te deixar desnorteado com a história interessante e leve que está sendo contada. Trilha Sonora não é e nunca será um ponto forte dessas obras, porém ao menos no que diz respeito a compor essas cenas e ajudá-las a enaltecer os seus momentos, mesmo que isso não vá se tornar memorável, “Akkun to Kanojo” consegue fazer isso bem. Melodias leves, ritmadas com um teor cômico e na sutileza de pianos ou mesmo sintetizadores que vão arrancar algumas gargalhadas suas, mesmo que as cenas, por muitas vezes, não sejam tão engraçadas.

Ele não tenta ser diferente do que estamos acostumados a assistir, mas sim no que podemos experienciar e tirar dele para nós. Eu não sei vocês, mas as minhas expectativas para “Akku to Kanojo” começaram baixas e quando eu terminei de assisti-lo, os meus sentimentos mais fortes eram de abraçar a Waka Kakitsubata por ter conseguido construir um anime de sentimentos tão calorosos e pensamentos tão sutis, fáceis e não-complexos que chega a ser estranho isso sequer estar sendo recomendado por uma pessoa como eu, que costuma acompanhar o exato contrário desse espectro. É uma obra que vale a pena ser assistida, e caso você tenha mais alguns dias para se dedicar a um diferenciado tipo de experiência, aconselho a absorção do conteúdo mostrado em seu material original.

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Menino Gabriel Que desistiu de aprender Análise de
Visitante
Menino Gabriel Que desistiu de aprender Análise de

Acho irado como diversificou as recomendações… Cada um com sua maneira tanto de descrever como de recomendar algum anime e todos bem diferentes um dos outros… Parabéns! Ficou muito legal a postagem e vou aguardar todo mês pra mais recomendações…

Steph
Admin

Obrigada! Deu trabalho deixar tudo num padrão geral que ainda mantivesse a originalidade das vozes de cada um. <3

Felipe Lima
Visitante

Cade os animes de Mecha? XD

Loki
Editor

Nem existe essa coisa, é fake news isso ai. e.e

Jefferson dias
Visitante
Jefferson dias

Vc uma uma cute girl de coelhinha e idols zumbis
…pra que essa porcaria de robo gigante?

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